Resenha: Jogos Macabros, R.L Stine

jogos macabros

      Autor: R.L Stine – Editora: Globo Livros              Ano: 2016 – Páginas: 280

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Conhecido mundialmente por seus livros de terror e suspense, com centenas de milhões de exemplares vendidos, R. L. Stine desponta no cenário da ficção juvenil pela genialidade na criação de enredos sinistros. O“Stephen King da literatura juvenil” ficou famoso na década de 1990 com a aplaudida coleção Rua do Medo. Quase duas décadas depois do último volume, Stine atende aos pedidos dos leitores e lança o livro inédito Jogos macabros, publicado no Brasil pela Globo Alt.

Tal como os outros títulos da coleção, a história se passa na velha cidade de Shadyside, nos EUA, conhecida por ser palco de acontecimentos misteriosos e aterrorizantes envolvendo os alunos da escola local. Todos na região conhecem a excêntrica e rica família Fear, e sabem também do passado terrível que os assombra. Apesar desses histórico nada promissor, Brendan Fear parece ser um garoto diferente de sua família. Gentil e simpático, o jovem vive rodeado de colegas e chama a atenção de Rachel Martin, uma garota simples, colega de classe dele.

Quando o aniversário de Brendan está prestes a chegar, ele começa a planejar uma comemoração um tanto diferente na isolada ilha do Medo, onde existe um casarão de veraneio pertencente à família Fear. Rachel é uma das convidadas para passar o final de semana no local sombrio e, contrariando os avisos dos amigos, decide ir. No caminho, coisas estranhas já começam a acontecer e, ao chegarem à mansão, Brendan dá as coordenadas para o início de um jogo que se revelará o mais mortal de todos.

Repleto de reviravoltas, Jogos macabros mantém o leitor apreensivo da primeira à última página. Como todo bom enredo de R. L. Stine, a história dá espaço a fantasmas, assassinato, traição e romance, e marca, enfim, um retorno triunfal do autor à Rua do medo.

” Só fico contente por ter descoberto o psicopata que você é ” (p. 40).

Rachel Martin trabalha em um café após o período de estudo. É durante um de seus turnos que ela é convidada para a festa de aniversário de 18 anos pelo (lindo, maravilhoso, encantador, crush eterno) Brendan Fear. Aquilo a desconcertou bastante, pois ele nunca havia se dirigido à ela. Sem nem relutar, Rachel aceita o convite e é assim que sua melhor amiga, Amy, e seu ex, Mac, enlouquecem. 

Os Fear era conhecida por ter um passado tenebroso e mistérios obscuros, o que garantia todos a distância. Ninguém era louco o suficiente para se misturar àquela família. Por esse motivo, o que não faltou foram reprovações de seus amigos. Apesar disso, Rachel já estava decidida. 

A festa, que duraria a noite toda, ocorreria na ilha do Medo na casa de Veraneio dos Fear (Essa da foto. Assustadora, não é?). Para chegar lá, um barco ficou responsável pela travessia do grupo de convidados. Já estava escuro quando chegaram. Eles são levados por uma trilha de terra em meio a mata até alcançarem a casa. Chegando lá, o grupo é surpreendido com um jogo criado pelo aniversariante: cada um, junto a sua dupla, deveria procurar objetos (take a look no que tinha na lista: pernas de corvo, tarântula viva, um dedo de múmia) escondidos pela casa descritos em um envelope que receberam ao chegar. O que eles não sabiam era que o jogo se inverteria e eles que acabariam tendo que se esconder.

” Eu não tinha como saber que o pesadelo havia apenas começado ” (p.56).

Gostei bastante do ambiente e dos personagens. Tem toda aquela turma divertida, do tipo high school. Dá uma pegada teen com suspense.

” Cada folha que soprava em meu tornozelo me assustava. Cada sombra que se movia fazia eu me encolher de medo” (p. 271).

O que mais me impressionou foi a maneira que R.L. Stine conduziu a história. Não consigo explicar o quão perfeita sua escrita é! Ele escreve cadeias que se encaixam perfeitamente nas que se sucedem. Gostei muito também do fato de não detectar aqueles tipos de parágrafos que só estão lá para encher as páginas.

Confesso que não estava esperando gostar tanto do livro. O nome parece clichê, mas podem ter certeza de que sua história não é. Pela experiência com a leitura do autor, sei que sempre tem uma surpresinha no final, mas igual a de Jogos Macabros nunca vi! Se eu já gostava do autor, depois desse livro virei fã de carteirinha!

assinatura nova luiza

⭐️ Livros que indico – Editora Planeta

E hoje tem indicação de livros! Uhul! 🎉 🎉 E dessa vez apresento apenas publicações da editora planeta! Livros incríveis que combinam com essa editora incrível! 

Cata essa indicações e seja feliz!

A garota perfeita

A Garota Perfeita4 ⭐️ “A história central é sobre o sequestro de Mia, uma jovem de 25 anos e filha de um famoso Juiz. O livro é narrado em primeira pessoa por três personagens: Eve, a mãe de Mia, o detetive do caso Gabe Hoffman e o sequestrador Colin Thatcher. Cada capitulo é dedicado a um personagem e alternam em durante o sequestro e depois. Não quero entrar em detalhes para não estragar as teorias antes da leitura. Eu mesma montei várias e no fim fiquei de boca aberta soltando um lindo ” oxeeeeeeee”.”  Tem resenha aqui no blog!

raio de sol

Raio-de-Sol4 ⭐️ ” Mas mesmo ficando chateada com essa ” enrolação” eu gostei da história. É um livro que passa uma mensagem muito bonita, que no fim você tem vontade de ser uma pessoa melhor. Eu vejo a Kate como um furação. Ela passa na vida das pessoas e muda tudo. Mostra o lado bom, mostra que devemos cuidar da nossa saúde e das nossas relações com muito atenção e carinho. Ela é o tipo de amiga que eu gostaria de ter. Ahhh! E pensa numa menina sortuda pra arrumar homem! hahaha…” Tem resenha aqui também!

Over the rainbow

over the rainbow5 ⭐️ ” Sempre gostei de releituras de contos de fadas, porque como a grande maioria cresci cercada por eles, e mesmo hoje em dia sou apaixonada por alguns que foram parte da minha infância, e fiquei bem curiosa pelo livro, não só por ser uma releitura mas por trazer personagens LGBT pra dentro de histórias que cresci amando.  Over The Rainbow é um livro que tem uma pegada de magia e realidade, são 5 contos com personagens curiosos, realistas e parte do nosso contexto social.” Resenha completa no blog My little garden of ideas

azeitona

Azeitona Bruno Miranda CAPA4 ⭐️ ” Se tem uma coisa que eu procuro evitar são livros brasileiro. Isso por causa da minha quedinha pelos Estados Unidos. É por isso que quando peguei o livro Azeitona de Bruno Miranda não esperava muita coisa, mas confesso que me surpreendi (positivamente falando). Azeitona também trás a tona relacionamentos entre família e em algum momento o leitor vai se identificar com as situações. Bom, não vou falar muito sobre o livro, para não perder a graça, mas saiba que se você quiser dar boas risadas e se surpreender no final, Azeitona é o livro perfeito.” Tem resenha aqui no blog!.

que ninguém nos ouça

que ninguém nos ouça4 ⭐️ ” Esse foi um livro que li sem pressa. É como se eu conversasse com uma amiga, tinha dias que eu lia várias páginas de uma vez, em outros lia uma ou duas…e quando ficava sem ler, sentia falta. Foi incrível o quanto me identifiquei com as ideias das autoras, os dilemas sobre a maternidade, sobre a carreira, sobre encontrar um ponto de equilíbrio. Foram pouquíssimas vezes que discordei de alguma coisa. E sei que daqui um tempo vou pegar para ler um trecho. A Leila e a Cris são mulheres que eu gostaria de ter no meu circulo de amigos.” E também tem resenha aqui!

 

Diário internacional de Babi

O Diário (internacional) de Babi4 ⭐️ ” A história é contada em primeira pessoa, por isso a todo tempo enxergamos e ouvimos pelas perspectivas de Bárbara e como nos fala no título o livro é mesmo escrito em forma de diário. Nele Babi vai anotando as datas e horas e assim nos situando sobre seus dias, pensamentos e aflições. Vou dizendo de cara que me encantei com a escrita da Chris, ela nos conduz sem que percebamos a passagem das páginas. Algo mágico para quem gosta de se entregar à leitura…” Resenha completa no blog Pensamentos Valem Ouro.

o nazista e o psiquiatra

O NAZISTA E O PSIQUIATRA4 ⭐️ ” O Nazista e o Psiquiatra narra a prisão, o julgamento, e, em muitos casos, a morte dos maiores líderes nazistas, causadores do Holocausto e outras barbaridades. P.S.: Esse livro foi composto através das anotações de todos os especialistas, de cartas dos próprios prisioneiros e dos guardas que trabalhavam no presídio. O autor fez um belo trabalho juntando as partes de forma coerente e com o tempo cronologicamente correto…” Resenha completa no blog Mais um leitor

orfão x

Órfão X” Quando garoto, Evan Smoak foi recrutado no orfanato onde vivia para fazer parte de um programa americano ultrassecreto. Rebatizado de Órfão X, ele foi treinado para ser um exímio assassino e enviado aos piores lugares do mundo para missões que ninguém mais conseguia executar. Depois de longos anos de atividade, Evan deixa o programa e usa as habilidades de agente secreto para “desaparecer” e viver para um único propósito, agora sob o codinome de “Homem de lugar nenhum”: salvar e proteger pessoas pobres e indefesas como ele havia sido. No entanto, seu passado de matador sangrento passará a assombrá-lo e também a seus protegidos. Alguém tão bem treinado quanto ele – talvez um ex-colega de programa?– está na sua cola, para tentar eliminá-lo.” ⭐️ Em breve resenha aqui no blog! 

NERVE

CAPA-Nerve” Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também.
Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo.  A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos… e perigosos.” ⭐️ Em breve resenha aqui no blog! 

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E ai, entusiasmados para ler algum desses? Eu já li metade dessas indicações e garanto: são boas leituras!

Fico aqui aguardando o comentário de vocês!

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: A droga da obediência, Pedro Bandeira

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Autor: Pedro Bandeira – Editora: Moderna                Ano: 2003 – Páginas: 192

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Num clima de muito mistério e suspense, cinco estudantes — os Karas — enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude uma perigosa droga! E essa droga já está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo.
Esse é um trabalho para os Karas: o avesso dos coroas, o contrário dos caretas!

 

Pedro Bandeira: Gênio das palavras, inventor do mistério, dono da minha (e da de milhões de brasileiros) infância. Sem sombra de duvida esse cara é um dos meus autores favoritos! E sem sombra de duvidas “A Droga da Obediência” é o meu livro favorito.

A trama narra a história de quatro amigos (que mais tarde viram cinco), Miguél, Calú, Magrí e Crânio, que formaram um tipo de organização secreta no colégio Elite, com o propósito de investigar o que fosse; Esses são os Karas!

Os Karas se reuniam em um velho galpão, que ficava escondido no quartinho dos zeladores, e até então, nunca haviam tido uma missão de verdade. Até que em uma certa manhã o líder dos Karas convoca todos para uma reunião. Ele só não contava que nessa reunião haveria um intruso, Chumbinho: O único menino de todo o colégio Elite que sabia tudo sobre os Karas. Cada sinal, cada reunião, cada código dos Karas estava sob o conhecimento do pequeno intruso.

Depois de se “divertirem” com o mais novo integrante da turma, os Karas começam a investigar o desaparecimento de vários jovens, que parecem estar conectados. Bom, se eu continuar falando, te conto a história inteira… Te conto como os Karas, cinco adolescentes (que são considerados crianças e por isso nunca são levados a sério) descobriram uma droga que mudaria o mundo e assim o salvaram (na boa, meu sonho é viver uma aventura tipo a dos Karas, ou fazer parte do elenco do filme [sim eu ainda estou a espera do filme] ou até mesmo escrever o roteiro do filme), te conto sobre os pequenos romances que foram delicadamente inseridos na narrativa (ta parei!).

Mas, falando sério, o que eu mais gostei desse livro é que ele te faz pensar sobre até que ponto o ser humano pode chegar por poder. Eu cheguei a conclusão que aos poucos, estamos vendendo nossa humanidade por pedaços coloridos de papel, e isso me assusta!

Mas, voltando ao livro: De 0 á 5 minha nota é 5 (e vocês sabem o quanto é difícil um livro ganhar 5 em minhas mãos). O autor soube criar um plano perfeito sobre a dominação do mundo, que é um tema muito usado em desenhos e criar vilões e heróis que condizem com a realidade.

Espero que gostem da leitura e que se um dia tiverem que salvar o mundo, me chamem! Ah e não se esqueça que o vilão é aquele que você menos espera!

assinatura leticia

Resenha: Atlântida, o enigma perdido de Flystwick, Ronnyel Sanpe

ATLÂNTIDA O ENIGMA PERDIDO DE FLYSTWICK

Autor:  Ronnyel Sanpe – Editora: Giostri              Ano: 2016 – Páginas: 266

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Após longos anos separados, 4 amigos reúnem-se para encontrar um enigma deixado por um historiador chamado John Flystwick. Desvendar esse enigma pode levá-los ao tesouro do rei de Atlântida, sendo isso uma prova irrefutável de que tal local existiu. Uma grande aventura repleta de acontecimentos surpreendentes e a descoberta dos maiores segredos de uma civilização há muito tempo perdida.

 

 

” – Me encontraram – sussurou penosamente para si mesmo. Mas como? Ninguém além da velha senhora sabia da sua existência. O que ele poderia ter feito para ser descoberto?
Não importava, ele tinha que fugir.”

Antes de tudo: muito obrigada Ronnyel por esse livro incrível! E muito obrigada por ter autografado ele! Meu primeiro livro com autógrafo!

Tudo começa quando as crianças Carol, Victor, Mônica e Diogo ouviram pela primeira vez a história do tesouro do rei de Atlântida, contada pelo Sr. Antônio, avô de Camila. Apesar de ficarem impressionados eles não levaram a história adiante, afinal todos acharam que era apenas uma história. Anos depois eles se reencontram no velório Sr. Antônio e descobrem que ele deixou em testamento um baú para Vitor. Para surpresa geral, dentro do baú tem um mapa para o tal tesouro! O que era uma simples história acaba se tornando a maior aventura da vida deles! Por que convenhamos, se aparece um mapa do tesouro em suas mãos, você vai atrás né?

Bom, eu vou.

” Descobrindo que o tesouro era real, ele não só descobriu um tesouro antigo. Descobriu a prova que faltava de que Atlântida realmente existiu, e que havia uma grande população no continente que afundara.”

” Essas perguntas não saíam da cabeça do rapaz. O que mais o deixava nervoso não eram as perguntas e sim a agonia de não ter as respostas para elas.”

E a jornada se torna uma missão no estilo ‘ Indiana Jones’, tem enigma, perseguição, mapa, tiroteio, descoberta de civilização…E tudo isso no Brasil! Sim! E o mais legal é que tudo acontece no nordeste. O autor soube usar muito bem as cidades para criar um clima de mistério.

” – Você mente…- grunhiu  velho. – Eu sei o que vocês querem. E digo: lá vocês não vão encontrar nada. Apenas a morte e coisas aterrorizantes. Coisas que vocês jamais viram nas suas vidas. “

Outro ponto positivo é que eu aprendi mais sobre o Brasil e as cidades. Tem uma passagem que os amigos vão na Pedra da Galinha Choca, no Ceará e rola um comentário que nesse lugar rodaram o  filme dos Trapalhões. Gente me bateu uma nostalgia…quase chorei. Eu vi esse filme! rs

E sobre a cidade de Atlântida, eu amei a ideia de como ela ainda existe e tem até um vocabulário próprio do lugar! Eu queria que boa parte do livro tivesse acontecido nela e não na  busca do tesouro. Talvez a história tenha uma continuação e isso aconteça..quem sabe 😎 Ah e os personagens…gente não consegui sentir simpatia por nenhum rs…tinha hora que eu torcia pra alguém levar um tiro ou cair num buraco hahaha..

E vocês, se interessam por cidades perdidas, tipo Atlântida? Eu acho incrível!

Fico aqui aguardando os comentários de vocês!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: A Gruta das Orquídeas, Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

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Autor: Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho      Editora: Petit – Ano: 2007 – Páginas: 296

Classificação 2.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Nico é um rico e influente fazendeiro, ameaçado por um grupo de criminosos suspeito de praticar magia negra. Preocupado com o neto e com outras crianças, contrata um detetive particular, a quem delega a missão de descobrir quem são os culpados dos crimes hediondos ocorridos na cidade. No decorrer das investigações, acontecimentos imprevisíveis se sucedem envolvendo Antônio Carlos e Mary, espíritos socorristas que vieram para ajudar a evitar novas tragédias. Afinal, quem são as estranhas criaturas que, em nome do mal, se reúnem às escondidas, na calada da noite, em lugar tão sinistro e misterioso? Abra o livro: acompanhe o Espírito Antônio Carlos até “A Gruta das Orquídeas” e descubra tudo o que o bem pode fazer para ajudar aqueles que sofrem o assédio das sombras…

“- Nico, amo você! Do amor pode haver sexo, mas sexo não é amor! Amo você pelo espírito. É minha alma que ama a sua! Podemos viver nos amando sem sexo e nosso amor será muito mais puro, espiritual. Não conseguirei viver sem sua presença.”

Eu li o livro ‘Violetas na Janela’ da mesma autora já faz um tempo e quando vi esse livro me deu vontade de ler. O livro é psicografado pelo espírito de Antônio Carlos, e tem muitas referências ao Espiritismo. Apesar de ser católica, sou curiosa por todo tipo de religiões. Vamos à história!

Nico é um senhor de 56 anos, muito inteligente e bom administrador, tido como o maior latifundiário da região, dono majoritário das ações de uma fábrica de tecidos. Após ficar viúvo e perder seu filho, sua única alegria e o que dava significado à sua vida era seu neto Nicolas. Tinha muitos parentes, todos interessados em sua fortuna, o único em quem confiava era seu sobrinho Fernando, gerente de sua fábrica.

Dirceu, Lázaro, Tonho, Lemão e Naldo formavam um grupo intitulado Sociedade da Magia Negra, que reuniam-se em uma gruta, chamada de gruta proibida. Eles eram liderados pelo Sexto, nenhum dos cinco sabia quem era ou a aparência do chefe do grupo, nem mesmo se era vivo ou morto (ou como dizem encarnado ou desencarnado). Esse grupo estava com planos de sacrificar crianças, tendo como única determinação que elas tivessem sete letras no nome e sete anos de idade.

“- Vovô, sonho que estou sozinho num lugar fechado. Um homem de capuz com uma faca se aproxima, a faca brilha e eu grito. Outras vezes estou amarrado e em outras eu corro e o homem também corre atrás de mim. Sempre é o homem de capuz preto e não vejo seu rosto.” 

Antônio Carlos e Mary são desencarnados que foram designados para cumprir a tarefa de tentar impedir que isso aconteça e ajudar os espíritos das crianças que vieram a ser assassinadas.

Após saber de dois assassinatos, Nico fica desesperado com o destino de seu neto Nícolas, fará de tudo para que nada de mau aconteça com ele e contará com a ajuda do espírito de sua esposa Lílian.

A história não me prendeu muito a atenção, achei que enrolou muito até chegar a um objetivo, e só tem uma surpresa no final do livro. Mas achei interessante as partes do contato do mundo dos espíritos com o nosso.

“A atividade egoísta é altamente destrutiva. A atitude de um assassino é de egoísmo intenso. Beber sangue do outro querendo a energia vital para si em busca de poder é uma ação de crueldade e ele será réu.”

E você já leu algum livro desse gênero? Se tiver algum para me indicar, escreva nos comentários! Beijocas!

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Resenha: A estrela que nunca vai se apagar, Esther Earl

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Autor: Esther Earl – Editora: Intrínseca               Ano: 2014 – Páginas: 448

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.

” Apenas seja feliz, e, se não conseguir ficar feliz, faça coisas que te deixem feliz.”

Quando eu comecei a ler esse livro eu já sabia que a Esther não tinha sobrevivido mas mesmo assim eu fiquei com esperança. E eu chorei heim! Ô sofrimento!

Esse é um livro lindo, uma história real e principalmente uma lição de vida! Eu fiquei surpresa em ver como uma adolescente pode falar tantas coisas inteligentes, como se já tivesse vivido muito. O livro é composto por trechos do diário de Esther, fotos pessoais, postagens da família no blog e declarações de amigos e médicos.

É muito amor em 448 páginas. São muitos sentimentos…De verdade, leia! 

trecho a estrela que nunca vai se apagar

Esse trecho destruiu meu coração😦

Ah uma curiosidade, muitas pessoas pensam que o livro ‘ A culpa é das estrelas’ foi baseado na vida de Esther. Mas não é. Esther serviu de inspiração para a história mas não tem nenhuma relação com a vida dela. Não existiu nenhum Gus, viagem para conhecer um escritor, visitar a casa de Anne Frank…Mas mesmo assim é uma linda homenagem de John Green para Esther. Ah e eles se conheceram mesmo! Foram amigos e tudo mais! Legal né :) 

É isso! Leiam e comentem, comentem se já leram, comentem sobre o tempo, sobre as olimpíadas..hahaha…brincadeira!

” Lembrem-se que vocês tem sorte, mesmo se acharem que não tem. Porque sempre tem alguma coisa pela qual ficar agradecido.”

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

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Livros para desidratar!

Prepara o lenço e vamos lá! As resenhas vocês encontram clicando no título do livro.

Como eu era antes de você, JOJO MOYES

E aproveitando a fama do momento, vamos começar com esse grande desidratador (oi?) de corpos. Quando eu terminei Como eu era antes de você confesso que não chorei. Eu apenas joguei o livro na parede. E fiquei mal dos por dias e dias…tanto que eu nem queria escrever a resenha. Depois, quando eu reli o último capitulo ( porque eu gosto de sofrer), daí sim eu chorei. Sabe quando o olhos ficam marejados de lágrimas e a visão embaçada? Então…até hoje eu olho para o livro e sinto vontade de jogar na parede de novo.

uma curva no tempo, DANI ATKINS

Esse livro eu manjei o final quando estava na metade. Mas eu não queria acreditar porque seria muito triste e pensei “ a autora não vai fazer isso não, ela é uma boa pessoa”. Ah, tadinha de mim….Minha nossa senhora dos finais tristes, que que isso heim! Eu chorei em público mesmo, sem constrangimento nenhum. Que história triste. Não precisava disso não. A protagonista é tão querida. O pai dela tão bacana. Os amigos, até mesmo o que morreu no começo do livro, são tão legais ( exceto uma piranha lá). É um livro que começa triste e termina triste. Quantas vezes eu já falei ” triste”?

a menina que roubava livros, MARKUS ZUSAK

Esse foi o primeiro livro que me fez chorar, foi ele que abriu a torneirinha. A Liesel, protagonista da história, é uma menina tão nova mas que já viveu tanto e é normal o leitor torcer por momentos felizes. Fique muito chateada no começo quando o irmão dela faleceu, fiquei chateada porque a mãe teve que entregá-los, fiquei chateada por ela ter encontrado um amigo e bons pais adotivos e aí…bom, aí é com vocês, deixo para vocês lerem e chorarem🙂

o silencio das montanhas, KHALED HOSSEINI

Nossa estou ficando deprimida. Quanta história triste! E esse livro já começa triste! Tudo começa quando os irmãos Pari e Abdullah são separados ainda crianças. O pai não tinha condições de criar os dois e entrega Pari para uma família rica. Mesmo Pari sendo muito pequena nessa época, ela cresce com a sensação de que está faltando alguma coisa em sua vida. Já Abdullah, que devia ter uns quatro anos a mais, passa a vida sentindo a falta da irmã. Outros personagens entram na história e cada um tem uma ligação com os irmãos. O final é para deixar qualquer um deprimido. Meu coração enrugou de tanto desespero que fiquei. Como diz seu Omar ( todo mundo odeia o Cris): trágico!

eleanor e park, RAINBOW ROWELL

Eee dona Rainbow, a senhora é destruidora mesmo heim! O livro inteiro é fofo, é impossível ficar uma página sem dizer “ ownnn”. Eleanor e Park são o casal mais improvável e fofo do mundo! Eu queria namorar o Park! Daí a autora vai lá e faz um final bem triste, pra te deixar desidratado e chateado mesmo. Valeu! Tô aqui esperando a senhora se redimir e escrever uma continuação.

Raio de sol, KIM HOLDEN

Esse livro eu comecei a chorar umas duzentas páginas ANTES do final. Meus olhos ficavam tão marejados que eu não conseguia ler! E por mais que eu soubesse que não tinha COMO a história ter um final diferente eu torci do mesmo jeito. Queria que o livro virasse uma história de ficção e alguma coisa mágica acontecesse e mudasse tudo. Mas não né. A história é bem real, bem pé no chão. Bem chateada aqui.

David Copperfield, de Charles Dickens

David Copperfield é um livro gigante, com mais de mil páginas. E você vai se apegando aos personagens aos poucos. Mas se apega tanto, que eles começam a fazer parte de sua vida, e até mesmo de sua família! Vemos a humanidade escrita em cada um dos personagens. Você se emociona com algumas passagens, com falas e com coisas que simplesmente lembra durante a leitura. Mas eu chorei mesmo, no final do livro: foi tão maravilhoso, que eu sabia que iria ficar com saudade de seus personagens pelo resto da vida – mas ainda bem que sempre há a possibilidade de uma releitura 😊 ( Indicação do blog Bibliotecária Leitora)

TODA LUZ QUE NÃO PODEMOS VER, ANTHONY DOERR

“Pensa em um cenário de guerra, onde de um lado temos o recruta alemão Werner, e do outro a judia Marie-Laure. A história é linda e retrata os dois lados da Segunda Guerra Mundial e todo seu sofrimento, fato que por si só já era motivo para chorar, mas o autor decidiu que Marie-Laure seria cega, Werner seria órfão e pra piorar tudo os dois se encontram, mas não ficam juntos, momento esse que me fez derramar lágrimas de raiva pelo Sr. Anthony Doerr e de tristeza por um dos dois.” – Indicação por Tábata Mendes.

Para sempre Alice, lisa genova

“Alice é uma mulher que ama seu trabalho como professora de Psicologia, tem uma família estruturada, com três filhos já adultos e um marido amoroso. E descobre que tem mal de Alzheimer. Pior do que saber que tem a doença, foi saber que seus filhos poderiam desenvolvê-la no futuro e que quem passa o gene para os filhos é a mãe. A autora relata de uma forma muito tocante a evolução da doença. O final não foi o que eu esperava, lógico que feliz não seria, pois a doença não tem cura, mas me colocando no lugar de Alice, preferia que fosse outro.” – Indicação por Tábata Mendes.

Dewey, um Gato entre Livros, Vicki Myron

” Esse livro reúne duas paixões minhas, gatos e livros. Ele conta sobre a vida de Dewey, um gatinho “laranja” que foi deixado pequeninho, num dia frio de inverno, dentro da caixa de devoluções de uma biblioteca de Spencer, no estado de Iowa, Estados Unidos. A história é real, e mostra a trajetória de Dewey, que cresceu dentro da biblioteca e acabou influenciando a vida de muitas pessoas da pequena cidade, pois sabia exatamente quando algo ou alguém não estava bem. Não é um livro triste, mas como gosto muito de gatos e eles sempre me trazem boas lembranças, acabei ficando emocionada ao terminar a leitura.” – Indicação da leitora Cíntia Bená.

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Mas a vida continua. Enxuga essas lágrimas e vamos lá encarar mais uma leitura, porque a gente reclama mas gosta!

Tem indicações? Conta aqui! Ah e se você quer mais livros para chorar, -> confere essa lista < –

Até a próxima.

Beijo, outro, tchau!

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Resenha: O livro das coisas perdidas, John Connolly

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Autor: John Connolly – Editora: Bertrand Brasil Ano: 2012 – Páginas: 364

Classificação 3/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Após a morte da mãe, David, de 12 anos, passa a maior parte do tempo em seu quarto tendo com os livros como companhia. Quando eles começam a sussurrar para o menino, realidade e imaginação se misturam até que, ao brincar no jardim, entra em um reino encantado, onde encontrará heróis, monstros e um rei fracassado que guarda seus segredos em um livro misterioso. John Connolly, em O Livro das Coisas Perdidas, desconstruirá fábulas conhecidas, como A Branca de Neve e os Sete Anões e João e Maria, por meio de muita imaginação e mistério. Um livro para todas as idades que virou mania quando lançado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.

” Nem mesmo os rituais que repetia incessantemente haviam sido suficientes para mantê-la viva. Mais tarde, ficaria se perguntando se, por acaso, deixara de executá-los de maneira apropriada, se, por acaso, havia contado mal na manhã daquele dia ou se deixara de acrescentar alguma ação às demais e então teria podido modificar as coisas. Agora não importava mais. Ela se fora.”

Me apaixonei logo de cara pela capa, só que o livro é tenso demais. O que eu não sabia era do grau de perversidade dos vilões da história. Ficava tão vibrada que nem conseguia piscar. Apesar de sua capa parecer com um livro de contos infantis, ele não é aconselhado para crianças. O Livro das Coisas Perdidas, por inteiro, não é o que parece ser.

 Narrado em terceira pessoa, os fatos giram em torno de uma criança de 12 anos chamada David. Este perdera a mãe para o câncer, e desde então nunca superou sua morte. A criança vive em conflito com Rose, a nova mulher de seu pai, e já odiava o filho (seu meio irmão) que ela estava gerando. Isso provavelmente estimulou a cabeça dele a ouvir a voz de sua mãe já falecida. Ela o chamava em direção ao jardim, onde David não relutou em ir e acabou entrando em uma passagem que o levou a um lugar onde absolutamente tudo tinha um quê tenebroso.

“Podia ver onde o pescoço humano terminava e onde o corpo de veadinho começava, porque uma cicatriz vermelha marcava o lugar onde os dois seres haviam sido unidos (…) Quando teve coragem para olhar de novo, a cabeça da menina havia sido decepada do corpo de veado e o caçador a arrastava pelo cabelo, enquanto um rastro escuro de sangue escorria do pescoço sobre o solo da floresta”.

 A criança emergiu em um ambiente totalmente desfavorável, sujeitado ao extinto de sobrevivência. Muitas de suas escolhas oscilavam entre a viver e morrer. Nessa jornada, David descobre o adulto que habitava em si.

 O livro faz um jogo sombrio com várias criaturas das histórias que escutamos quando crianças. Sempre ficava nervosa ao iniciar minhas sessões de leitura, pois tudo o que eu esperava, John Connolly dava a volta e mostrava diferente. Se isso me questionou a desistir da leitura? Nem um pouco! Leia O Livro das Coisas Perdidas e descubra o que foi perdido. A propósito, o que você acha que foi?

 Espero que tenham gostado! Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é válida!

  Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

 

Resenha: Tá todo mundo mal: O livro das crises, Jout Jout

jout jout

Autor: Jout Jout – Editora: Companhia das Letras   Ano: 2016 -Páginas: 200

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em tá todo mundo mal, ela reuniu as suas “melhores” angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, “Jout Jout, Prazer”.
Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!

” Todo e qualquer momento revolucionário que tenho na vida acontece nos lugares menos poéticos. Jamais numa cachoeira, numa caminhada por uma montanha irlandesa, em um chalé…Nunca. É sempre em um elevador lotado, em pé no ônibus, quase dormindo na aula…”

Se você faz parte do time que odeia youtubers então clica em outra resenha! Não perca seu tempo alimentando seu ódio!

A Jout Jout é a única youtuber que eu assisto de vez em quando rs…eu não sou fã de vídeos, na verdade eu não tenho paciência pra vídeo hahaha…mas vez ou outra eu acabo assistindo e dou muita risada! É sério, se você não assistiu tá perdendo tempo! O que eu mais gosto nela é que ela não se esforça. Não se esforça para ser engraçada, nem ser linda, nem força ser uma pessoa que não é. E o livro não poderia ser diferente! 

Eu ri muito!

E bom, do que fala o livro? Fala de crises. Nada de história motivacional ou uma autobiografia. Inclusive no livro ela mesma fala que é muito nova para escrever uma. O livro é uma coletânea de crises que ela já viveu. São 200 páginas impressas de crise, ou se preferir encurtar o drama, 123 páginas em PDF.

” Nada mais reconfortante para quem está numa crise do que saber das crises dos outros e ficar medindo em silêncio sobre se a deles é pior ou mais branda do que a nossa própria. Então aqui estou eu, enumerando gentilmente meus piores momentos. Para você avaliar se os seus foram um pouquinho melhores e ter um sono mais tranquilo.”

Gente, eu ri tanto! Eu já falei isso né? Mas eu ri demás! E me senti muito melhor em descobrir que minhas crises são normais! Todo mundo tem as mesmas hahaha..Ah eu também descobri que preciso de terapia. Ela fala sobre a fase estranha da adolescência, sobre cobranças que fazemos a nós mesmos, sobre aceitar que os pais não são perfeitos, relacionamentos, amizades…tudo!

” Eu fiquei meio ranzinza com pessoas vaidosas depois que a puberdade chegou destruindo tudo. Era um pensamento que começava com ” eu não sou bonita” e terminava com ” ninguém mais pode ser.”

” Quando nasci minha mãe me pegou nos braços e falou:
– Você é a pessoa mais especial que já existiu no planeta.
Depois ela repetiu essa mesma frase inúmeras vezes ao longo da minha vida. Nunca diga isso para os seus filhos. Se eles acreditam dá uma merda sem tamanho. Eu acreditei. Por vários anos. Até chegar a puberdade e destruir toda a autoestima que eu tentei construir.”

Falando sobre os vídeos, tem um muito bom que a Jout Jout entra no Tinder e quem grava é o namorado dela! E ela toda empolgadinha falando dos caras e o namorado dela lá ” não fica animadinha não Júlia” hahahaha

E tem esse vídeo ” Não tira o batom vermelho” que fez a Jout Jout estourar. Vale a pena assistir!

Eu recomendo a leitura! E deixem aqui suas opiniões!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

 

Resenha: O Mensageiro, saga O Doador, livro 03 , Lois Lowry

o mensageiro

           Autor: Lois Lowry – Editora: Arqueiro              Ano: 2016 – Páginas: 160

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Há seis anos, Matty chegou ao pacato Vilarejo. Sob os cuidados de Vidente, um cego que tem uma visão especial, ele amadureceu e se adaptou à nova vida. Agora, espera receber seu nome verdadeiro, que determinará seu valor ali, como ocorre com todos os habitantes.

Contudo, algo nefasto está se infiltrando no Vilarejo, e os moradores, antes orgulhosos de receber forasteiros, passam a exigir que as fronteiras sejam fechadas para se protegerem.

Por ser um hábil mensageiro, Matty é encarregado de avisar os outros povoados sobre o bloqueio. Sua missão também tem outro grande objetivo: buscar Kira, a filha de Vidente, antes que seja tarde demais.

Ele é o único capaz de viajar pela Floresta, que já provocou algumas mortes. O problema é que ela também está se tornando um lugar perigoso para o garoto. Mas muitos dependem de Matty. Então, armado apenas de um poder recém-descoberto, ainda incompreensível e incontrolável, ele se arriscará a fazer o que talvez seja sua última viagem.

” Mas agora sabia que em toda parte, espalhadas pelos quatro cantos do mundo conhecido, existiam comunidades onde as pessoas sofriam. Nem sempre de surras ou à fome, como havia acontecido com ele, mas por causa da ignorância. Por não saberem. Porque eram privadas do conhecimento.”

Mas que diacho aconteceu com a autora que ela pirou de vez nessa história?

Gente eu sou super fã dessa saga, os dois primeiros livros ( O doador e A Escolhida) me conquistaram rapidamente! Mas esse terceiro livro, sei lá, me incomodou viu. Não entendi.

Nessa continuação conhecemos melhor Matty. Quem leu o segundo livro sabe quem é! Lembra que a Kira tinha um amigo, um menininho sujo que morava na rua e vivia seguindo ela com um cachorro, o pitoco? Então, é o mesmo Matty🙂 Ele conseguiu fugir dessa comunidade e ir para o Vilarejo.

Esse livro é legal porque tem referências e personagens dos dois primeiros livros e bate aquela nostalgia sabe? Mas então, nesse livro Matty deve ter por volta de 15 anos e ele é o encarregado de levar as mensagens de uma cidade a outra. Tipo um carteiro & correios. Esse Vilarejo é interessante porque ele fica rodeado por uma floresta com vida própria. Se você tenta ir embora ela te ataca, muitas vezes só de entrar na floresta ela já começa a te machucar. E Matty é o único que consegue atravessá-la sem ser atingido.

“- Não entendo exatamente o que é – continuou Líder – Mas consigo ver que a Floresta está ficando mais densa, como um…- Ele hesitou – Eu ia dizer ” como um coagulo de sangue”. Como algo que vai ficando mais vagaroso e doente.”

Mas devido a alguns acontecimentos, digamos sobrenaturais no Vilarejo, a floresta e as pessoas começam a mudar e Matty tem uma missão. Gente, uma loucura, sério. Eu estou até com vontade de ler todo o livro novamente para ver se entendo a história. Espero que o próximo livro, o último da saga, seja melhor. Que feche com chave de ouro! Os livros da saga são todos curtos então não dá para falar muito sobre a história. Mas esse é bem diferente dos dois primeiros.

Ahhh e deixa eu falar uma coisa! Não deveria mas vou falar! Se você não quer ler um spoiler então para aqui! A resenha acabou. Agora se você quer saber, continua de-de-descendo:.
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. Você vai ler?
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.Certeza? Eu vou contar!
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.A Kira e o Jonas se encontram! E surge uma faísca de amor. Ownnnn❤

Espero que vocês tenham gostado e comentem aqui, vamos falar desse livro intrigante!

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: A maldição do tigre, Colleen Houck

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Autor: Colleen Houck – Editora: Arqueiro             Ano: 2011 – Páginas: 311

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.

Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

“ Se os tigres tem alma, e acredito que tenham, imagino que a dele seja triste e solitária. Olhei dentro daqueles grandes olhos azuis e sussurrei: – Queria que você fosse livre.

Esse livro estava na minha lista de leitura já fazia uns dois anos e eu sempre passando outras leituras na frente…isso se chama medo de se decepcionar rs. Mas tudo correu bem.

Esse é o primeiro livro da saga “ a maldição do tigre”, toda a saga é composta por seis livros, olha ai fotinha aqui:

saga a maldição do tigre

E o primeiro livro será adaptado para o cinema! Mas está um confusão de informações que eu não sei quando estreia. Parece que adiaram para 2017.

Nesse primeiro livro conhecemos Ren e Kelsey, os protagonistas. Kelsey é uma adolescente americana de dezoito anos que consegue um emprego de verão no circo. Suas obrigações envolvem cuidar do tigre e ficar na bilheteria. Quando Kelsey vê o tigre ela se sente atraída por ele e passa todo seu tempo livre conversando com ele, e o tigre lá super bonzinho, deixa até ela fazer carinho…depois de uma semana aparece um homem no circo, Sr. Kadam, para comprar o tigre e levar para uma reserva na India. Ele faz uma proposta para Kelsey: acompanhar o tigre durante a viagem, já que ele se adaptou tão bem a ela e assim ela saberá que ele estará em segurança.

Ela foi né. Viagem com tudo pago até eu ia.

“ Peguei o lápis e olhei para o tigre. Ele me encarava – mas não como se quisesse me devorar. Era mais como se estivesse tentando me dizer alguma coisa.”

E com certeza essa é a viagem mais louca de todos os tempos. Kelsey descobre que o tigre é na verdade o principe Ren, que foi almaldiçoado a viver como tigre e isso já faz mais de trezentos anos, mas Kelsey pode quebrar esse feitiço já que ela é a protegida da deusa Durga. * Tá vendo, eu disse que era uma viagem louca*.

“ Seus olhos eram o que mais me chavama a atenção. Aqueles eram os olhos do meu tigre, o mesmo tom cobalto profundo. Estendendo a mão ele disse: – Oi Kelsey, sou eu, Ren.”

O livro tem ação tipo Indiana Jones, e é legal porque a escritora descreve muito bem a India, um país exótico com lendas e costumes completamente diferentes do nosso. Ela fala muito sobre mitoligia, templos, maldições…isso me instiga muito! Também tem muito romance! Kelsey e Ren trocam momentos intimos e ela sempre fala sobre o corpo dele rs…

“ Por um minutos me perdi nessa imagem de Ren praticando artes marciais. Lutando sem camisa. A pele bronzeada, os musculos retesados. Sacudi a cabeça e me repreendi. Pare com isso garota.

Gente, eu mesma estava ficando apaixonada pelo Ren, imaginando ele forte, moreno, todo musculoso e tals…Daí em uma parte quando o Ren se transforma em homem a Kelsey diz que ele está muito lindo de calça jeans escura, camisa social com os primeiros botões abertos mostrando a pela dourada e o cabelo penteado para trás, todo liso com as pontinhas enroladas.

Eu broxei legal nessa parte, porque imaginei ele com uma mistura de Agostinho Carrara com aqueles caras safados que usam camisa aberta e mastigam palito de dente, sabe? Agora não consigo afastar essa imagem hahahaha

Para quem se interessou na história, todos os livros já foram lançados, só aconselho a ler com calma sem emendar para não dar ressaca literária J

E vocês o que acharam? Tô aqui esperando o comentário de vocês!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Profissão Repórter 10 anos, Caco Barcellos e Equipe

profissão reporter

Autor: Caco Barcellos    Editora: Planeta        Páginas: 384       Ano: 2016

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Comandado por Caco Barcelos, considerado por muitos o melhor jornalista da TV brasileira, o programa Profissão Repórter chega a uma década de existência com o chamado sucesso de público e de crítica. Ao longo de cerca de 250 programas, a produção semanal, exibida na TV Globo, conquistou inúmeros prêmios, foi objeto de estudo em universidades e virou referência para quem quer ser repórter. O livro Profissão Repórter 10 anos grandes aventuras, grandes coberturas comemora este aniversário trazendo o relato dos jornalistas que fizeram vinte das melhores reportagens exibidas pela TV Globo.

Mais do que apenas um relato dos bastidores, os autores das reportagens revelam um pouco da alma de cada programa onde, como diz Caco Barcelos, a estrela principal tem que ser e é a reportagem de qualidade.

“Os acasos são fascinantes. Deixar-se levar pela história, a pequena ou a grande história, é um fetiche de nove entre dez repórteres que passaram pelo programa (e muitos narram episódios do tipo com detalhes saborosos nas próximas páginas). Para mim, o acaso é um pouco mais. É quase uma justificativa para minha existência: em 1978, meu pai reparou numa baixinha adorável no cinema Belas Artes. Trocaram olhares na fila da sessão e telefones na saída do filme. E aqui estou. Fruto do acaso. Fosse outro filme a que algum dos dois decidisse assistir, fosse outro cinema, fosse outro dia, fosse outro horário, eu não existiria. Se a sessão estivesse lotada demais, e meu pai não desse conta de prospectar a baixinha adorável, eu não existiria” (Caio Cavechini)

O programa Profissão Repórter era um quadro do Fantástico que desde 2006 é transmitido pela Rede Globo, atualmente às quartas-feiras. Eu já assisti várias vezes o programa, e quando vi o Caco Barcellos bonito assim na capa logo quis ler.

O livro é dividido em 5 partes: Um novo desafio, Grandes aventuras, A redação e o repórter, Grandes coberturas e Olhares Externos. São histórias dos repórteres que trabalharam no programa ao longo desses 10 anos. O texto  que abre o livro “Histórias entre o céu e a terra” foi escrito pelo Caco, quando, atrás de uma boa história, foi cobrir o garimpo na Amazônia. Tamanha foi sua surpresa quando ele soube que, durante uma viagem de barco, havia ficado ao lado de um criminoso foragido e detalhe é que só foi descobrir isso quando retornou aos estúdios. Tinha perdido a grande história.

“Acredito que a gente pode mudar a vida das pessoas contando uma história. Acredito que é nossa obrigação ouvir as pessoas que não são habitualmente ouvidas, que precisamos estar perto do povo para mostrar suas dificuldades, que os relatos mais importantes surgem nas situações mais simples.” (Gabriela Lian)

Tem um texto “Um passaporte haitiano”, do Thiago Jock em que ele retrata a vinda de um migrante do Haiti para o Brasil. E pensar que enquanto muitos brasileiros querem sair do nosso país, tem gente que sonha em vir pra cá e trazer a família. O repórter fica tão conectado com a matéria que acaba se preocupando com o futuro do haitiano. Espera e faz de tudo para ajudá-lo.

Temos também o relato da repórter Gabriela Lian, “A corda do Círio de Nazaré”, onde ela retrata sua vivência ao lado dos fiéis. A dificuldade e sua preocupação com a estética são descritas por quem, mesmo não tendo a mesma fé, viveu na pele o dia dos pagadores de promessa.

“Eu me afastei, chorando, respirei fundo, dei um tempo e voltei. Como é possível criar uma casca e não se deixar afetar por esse tipo de coisa? Que profissão é essa que fui escolher? Esse tipo de pergunta é aquele que brota uma vez para não nos deixar mais. Cinco anos depois, ainda não tenho respostas, mas novas perguntas” (Eliane Scardovelli)

E tem o relato do editor Rafael Armbrust de como é juntar horas de gravação e fazer disso algo interessante, mesmo sem aparecer de fato na tela da TV. E a alegria de sua vó quando finalmente ia ao ar uma reportagem em que ele era o repórter e o editor.

Todos os textos do livro são bons! A parte que mais gostei foi “Grandes Coberturas” e o texto que mais gostei foi “Syntagma, St. Paul e Serra da Saudade”, por Paula Akemi, que relata suas experiências durante a reportagem nessas praças. Indico para fãs do programa, entusiastas do jornalismo e curiosos que, como eu, adoram uma boa história.

“Ver um repórter renomado e respeitado na Globo, com três livros publicados, desdobrando-se para conseguir mostrar uma história é animador e também inspirador e faz com que os mais jovens não desanimem em cenários muito adversos, de silêncio e porta na cara.” (Felipe Gutierrez, sobre Caco Barcellos)

Quando assisto reportagens, me dá uma vontade de ser jornalista, ficar viajando por aí e ganhar para isso. O livro me fez enxergar o repórter como trabalhador, que tem que ficar longe da família e trabalhar com jornada incerta, tudo para nos contar uma história.

Beijocas!

assinatura nova tábata

Resenha: Impecáveis, Pretty Little Liars #02, Sara Shepard

Impecaveis

Autor: Sara Shepard – Editora: Rocco                   Ano: 2011 -Páginas: 336

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Segundo título da série Pretty Little Liars a chegar às prateleiras do país, Impecáveis retoma a saga de Spencer Hastings, Emily Fields, Hanna Marin e Aria Montgomery na rica comunidade de Rosewood, na Pensilvânia. A trama se inicia no ponto onde Maldosas, o primeiro livro, terminou.

Após uma cerimônia em memória de Allison DiLaurentis, a amiga cujo corpo foi encontrado três anos após seu desaparecimento, as garotas descobrem que todas estavam recebendo mensagens de texto e emails assinados por “A”, ameaçando revelar seus mistérios mais íntimos. Como desconfiavam que Ali poderia estar viva e ser a responsável pelos recados, elas sentem uma mistura de muita tristeza e alívio com a confirmação de sua morte. Mas “A” continua a atormentar cada uma das meninas, e desesperadas para descobrir a verdade, elas ficam chocadas ao ver que Toby Cavanaugh voltou à cidade.

“Eu ainda estou aqui vadias, e eu sei de tudo! –A”

Todo mundo nasce com um dom! Alguns nascem com o dom da música, outros com o dom da beleza, mas Sara Shepard nasceu com o dom de nos dar uma vida e depois acabar com ela. Ela faz isso por dezoito livros (e olha que essa resenha é a do segundo livro).

No segundo livro da série, nossas liars (mentirosas) estão cada vez mais apavoradas com as mensagens de A, principalmente depois de terem descartado Alison de sua lista de suspeitos (me recuso a revelar o motivo… Ok, ela está morta). A possibilidade de mais alguém saber dos segredinhos sujos das meninas faz com que essas liars façam de tudo para manter a boca de A fechada.

O bom desse livro é que Spencer, Hanna, Aria e Emily não são as menininhas inocentes que a série nos faz acreditar. Elas são realmente malvadas e merecem boa parte do que está acontecendo com elas.

O livro é narrado por –A em terceira pessoa, por isso conseguimos saber o que aconteceu no passado e no presente, e assim, ficamos por dentro de tudo que nossas belas mentirosas aprontaram enquanto Alison estava viva.

Impecáveis foca bastante na “Coisa da Jenna”. Isso nos mostra o outro lado da história, o lado da Jenna, e nos faz sentir pena, muita pena dela.

“Quer tirar um –A fácil? Acho que você sabe onde encontrar!”

O melhor do livro são, sem dúvidas, as mensagens de –A. Elas nos fazem gelar de nervoso.

“…Não está tudo acabado até que eu diga que está! –A”

Minha nota para esse livro é 3,5. Por que? O livro é bom, bem escrito, mas muito, muito inferior a série. Quero dizer, os fãs da série morrem junto com o Toby… Isso aí fãs de Spoby, na série eles nunca ficam juntos.

assinatura leticia

Resenha: Alucinadamente Feliz, Jenny Lawson

Alucinadamente-Feliz

Autor: Jenny Lawson – Editora: Intrínseca            Ano: 2016 – Páginas: 352

Classificação 4.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria

” Tudo depende do seu ponto de vista ” (p.288).

Olá! Tudo bem?

Hoje trago uma história cômica sobre depressão e tenho certeza que vocês irão se divertir com ela! Mas pena que não acaba por aqui. Além dessa doença, nossa narradora tem transtorno de ansiedade, personalidade, automutilação e compulsão de arrancar os cabelos.

[…] não pode crescer sem reconhecer que todos somos feitos da esquisitice que tentamos esconder do resto do mundo (p. 15).

” Todos nós temos a nossa cota de tragédia, insanidade ou drama, o que faz toda diferença é o que fazemos com esse horror ” (p. 17).

Alucinadamente Feliz é um livro de memórias, ou seja, ele é uma narrativa não fantasiosa onde a própria escritora narra fatos que aconteceram com ela. Bom, capaz de ter algo inventado lá e cá mais dramático para dar mais emoção na história. Enfim, Jenny sofreu uma grande perda e não aguentava mais tanta tristeza. Resolveu ser alucinadamente feliz só de raiva.

” Às vezes ser louco é perfeito ” (p. 31).

Foi um post que ela escreveu em seu blog que começou o movimento Alucinadamente Feliz. Acreditem, o post é lindo! Ela desabafa muitas coisas que estavam presas dentro dela e que tinha medo de deixar as pessoas saberem, conhecerem ela, por vergonha de sua não aceitação. Aconteceu o contrário! Muitas pessoas acabaram se identificando e veio aquela enxurrada de comentários delas contando suas histórias também.

Quero que este livro ajude as pessoas que enfrentam transtornos mentais e também aqueles que têm amigos e familiares castigados por ela […] Quero transmitir esperança (p. 23).

O livro é escrito de uma pessoa que passou por tais experiências para outra. Não é um ensaio, estudo de alguém, mas sim uma troca de experiências. Às vezes, quem passa por essas enfermidades pode se sentir “em casa” e mais aberto a ajuda quando leem depoimentos de gente que passa pelas mesmas situações. Outro fato interessante é o destaque que Jenny dá aos transtornos mentais como doença que não se deve ter vergonha, pois ela é tão digna de atenção quanto o câncer, merecedora de cuidado, não julgamentos.

” Você aprende a reconhecer que o que faz você feliz é muito diferente do que as pessoas dizem que deveria fazer você feliz “(p.264).

Leiam sua definição de depressão:

É preciso descobrir como sobreviver à depressão, o que não é fácil, já  que quando se está deprimido, você se sente mais exausto do que jamais esteve na vida, e seu cérebro mente para você, que não se sente digno do tempo e da energia (que muitas vezes sequer tem) necessária para procurar ajuda. É por isso que você precisa contar com os amigos, familiares e estranhos para lhe dar uma mão quando não consegue fazer o que precisa ser feito (p. 156).

Até agora só falei da parte séria, sendo que anunciei no início que o livro se tratava de uma comédia. Então, basicamente todos os capítulos têm sua dose de humor, a maioria ácido. Eu ri demais em certas partes. Foi uma das melhores leituras de 2016 até o momento. Vocês precisam ler esse livro! Pode mudar a visão de muitos😉

Detesto quando está quente demais para se usar o cobertor, porque tenho medo de flutuar até o teto se não usar um e aí ser triturada pelo ventilador. Isso é normal, né? (p. 239).

” – […] Cada dia é outra chance de aproveitar a vida.”

” – Também é outra chance de ser sequestrada por um assassino em série, ou de acabar no fundo de um poço “(p. 278).

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Raio de Sol, Kim Holden

Raio-de-Sol

Autor: Kim Holden – Editora: Planeta            Páginas: 448 – Ano: 2016

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Segredos.
Todo mundo tem um.
Alguns são maiores que os outros.
Alguns, quando revelados,
Podem curar você…
E outros podem acabar com você.
Faça épico, costuma dizer Kate Sedgwick quando quer estimular alguém a dar o melhor de si. Nascida numa família-problema, com direito a mortes e abandono, a garota de dezenove anos sempre buscou fazer a diferença. Em vez de passar os dias lamentando os infortúnios da vida, como tantos fariam em seu lugar, sempre vê as coisas pelo lado positivo não é por outro motivo que Gus, seu melhor amigo, a chama de Raio de Sol.
E é por isso que, quando passa na faculdade e se muda da ensolarada San Diego, na Califórnia, para a fria cidade de Grant, em Minnesota, ela leva consigo apenas boas lembranças e perspectivas. O que ela não espera é que será surpreendida pelo amor único aspecto da vida em relação ao qual nunca quis ser otimista ao conhecer Keller Banks, um rapaz que parece corresponder aos seus sentimentos. Acontece que tanto ele quanto ela têm um segredo. E segredos, às vezes, podem mudar tudo.

” Você está me perguntando isso mesmo? Gus. Você me conhece. Esse é praticamente o meu lema: sem arrependimentos. Arrependimentos só servem para imaginarmos alternativas e sentirmos raiva e tristeza, e não posso me dar o luxo de nada disso”.

Quando comecei a ler Raio de Sol eu  imaginava que alguma coisa triste ia acontecer, porque ele sempre aparecia ao lado de outros livros tristes, e como minha vida é só alegria, eu decidi chorar um pouco e encarar a realidade com ele hahah

A história é sobre Kate Sedgwick, uma adolescente de dezenove anos que ingressa na faculdade com bolsa de estudos. Ela sai da calorosa Califórnia para o frio de Minnesota. Kate teve uma vida muito difícil, mas quando você a conhece parece que a vida dela é perfeita! Ela é muito simpática, atenciosa, sorri de verdade, vê sempre o lado bom das pessoas…E por isso seu melhor amigo gato a chama de Raio de Sol. Mas não fiquem achando que ela é toda bobinha e anda saltitando. Ela fala palavrão sim, ela fica brava sim, ela arruma briga sim..ô se arruma! A diferença é que ela é feliz e transmite isso para as pessoas. A Kate é daqueles pessoas que a gente sente raiva porque acordou de bom humor, sabe? 

” As vezes as coisas funcionam a meu favor, e às vezes, não. É a vida. A gente só precisa aproveitar ao máximo.”

” Deus, como a pessoa mais positiva que eu conheço pode não acreditar no amor? Você é uma contradição tão grande.”

O livro é narrado por Kate e Keller ( o gatinho que ela se envolve na faculdade). E a história gira em torno dela e das pessoas que cruzam seu caminho durante o primeiro ano de faculdade.

” Silenciosamente, solto um ” obrigada Deus, o homem de pé na minha frente é um exemplar estonteante. Excelente trabalho!“. E encaro aqueles olhos tão azuis.”

Sinceramente a autora poderia ter tirado umas cem páginas da história, porque fica muito no mesmo, não tem tantas situações diferentes. Mas eu entendo que ela  fez isso para nos envolver na história e no fim nos matar  de chorar. Só isso explica rs.

Mas mesmo ficando chateada com essa ” enrolação” eu gostei da história. É um livro que passa uma mensagem muito bonita, que no fim você tem vontade de ser uma pessoa melhor. Quando você se torna um adulto amargo ( Oi!) e lê uma história dessas, começa a pensar em que ponto deixou de ser uma pessoa positiva. Quando Keller diz que ” a Kate sorri de verdade, não como essas pessoas que sorriem por sorrir”, eu pensei: quando foi que eu passei a sorrir no automático? * momento reflexão rs*

Eu vejo a Kate como um furação. Ela passa na vida das pessoas e muda tudo. Mostra o lado bom, mostra que devemos cuidar da nossa saúde e das nossas relações com muito atenção e carinho. Ela é o tipo de amiga que eu gostaria de ter. Ahhh! E pensa numa menina sortuda pra arrumar homem! hahaha…Só cara gato cruza o caminho dela! Quando a autora descreveu o Gus eu imaginei ele como o Chris Hemsworth, só que novinho. Gato né? E o Keller então? Tão gato que eu não encontrei ninguém para dar de referência rs.

E termino dizendo que fiquei chateada com o final. Assim, bem chateada mesmo viu dona autora. 

Ah o livro tem continuãcão! Mas dessa vez é contada por Gus. Se você lê em inglês já pode aproveitar a leitura. Preparando meu lencinho aqui.

Ah, antes de terminar o post selecionei algumas frases do livro:

” Sinto vontade de dar um tapinha nas costas dele para aliviar um pouco a tensão. Mas não faço isso. Eu adoro tocar nas pessoas, mas aprendi por tentativa e erro que algumas pessoas ficam surtadas com toques.”

” Tenho uma implicância com pessoas que fazem mal ao próprio corpo. Muitas pessoas dariam qualquer coisa por um corpo saudável. Seu corpo é um templo. Não se caga no templo.”

” Por mais que eu tente não pensar e não deixar a vida me deprimir, às vezes ela me deprime. E não quero isso. Porque a vida é um dom.”

E fico aguardando os comentários de vocês! 

Até a próxima!

Beijo, outro, tchau!

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